Como a catarata impacta a independência do idoso?
- 8 de abr.
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Muitas vezes, a catarata é vista apenas como “uma visão embaçada”. Mas, na prática, ela pode impactar muito mais do que a nitidez da imagem. Pode afetar diretamente a independência do idoso.
Quando a visão começa a perder contraste, brilho e definição, tarefas simples passam a exigir mais esforço. Ler uma receita, reconhecer o rosto de alguém à distância, assistir televisão ou usar o celular deixam de ser atividades confortáveis. Aos poucos, a pessoa começa a evitar situações que antes faziam parte da rotina.
Dirigir à noite se torna inseguro. Descer escadas exige mais atenção. A sensibilidade à luz aumenta. A dificuldade para perceber degraus e desníveis pode elevar o risco de quedas, algo especialmente preocupante na terceira idade.
O problema é que essa perda costuma ser progressiva. Muitos idosos se adaptam, mudam hábitos, reduzem atividades e não percebem o quanto a visão já está comprometida. Com isso, acabam abrindo mão da própria autonomia sem perceber.
A decisão de operar a catarata não está ligada apenas ao grau da opacidade do cristalino, mas principalmente ao quanto essa alteração interfere na qualidade de vida e na independência do paciente.
Se você ou um familiar notam que a visão está limitando atividades do dia a dia, vale a pena avaliar. Um exame oftalmológico pode esclarecer a causa e indicar o melhor momento de intervir.
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Dra. Bruna Ventura
CRM-PE 17946 │ RQE 4211




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